Blog: Ninguém sabe nada!

 Ninguém sabe nada!

Ninguém sabe nada, Sr. Sabetudo.

CRETÍTULO  BLOGULAR

Um blog feito simplesmente para soltar as amarras do peito, desatar os nós da garganta e expor à luz do sol, o corpo, sem qualquer filtro que seja. Nú, sobretudo, sem segredos e desmascarado, buscando apenas o encontro de uma mente aberta com uma falsa rotina em fuga, em qualquer uma dessas esquinas putas de São Paulo, seria então a inevitável e maravilhosa, violência sintética atemporal, desproporcionalmente revolta, em quase vinte e três anos de histórias e lendas, chamada vida, vadia, suja e mal la(e)vada, prefiro chamar de dívida, já que se vive pagando com as consequências mais inconsequentes e bizarras. 

Porque mentir nem sempre é ser falso, e falar a verdade, muitas vezes é mentir pra si mesmo, o que você esconde aí dentro? Do que você tem medo? Vou te contar um segredo, ninguém sabe nada, nada mesmo.

Contato: rafaafm@hotmail.com

 
.         .
.

s
í
ou
m
i

+
um dia
outra vida, jaz
esperança,
não.

because...

bad, bad boys,
bad, bad girls,
bad, bad days.
bad, bad love,
bad, bad job,
bad, bad
god.

n
a
d
a

de

m
a
i
s

não,

em vez de sí,
toca em mi, né?

m
ú
s
i
c
a

vê se de lá sai,

u
m

A mor

m
a
i
o
r

ai, que DÓ!

t
o
d
o

d
e
s
a
fi
na
do

inglês, português
ou em notas musicas.

e
n
j
o
y

b
e
m
o
l

.
11Jun2008 - 20:40 | ( 0 ) comentários

 
.bipolar.

guerra fria,
p*ta merd*,
nada histórica,
nem política,
guerra.

guerra fria,
put* m*rda,
sem combate,
sem verdade,
fria.

guerra fria,
pu*a mer*a,
bombas nucleares,
fim da humanidade,
guerra.

guerra fria
*uta me*da,
era só, eu
e ela,
em crise,
numa
fria.

guerra fria,
p*ta mer*a,
entenda,
desentenda,
nem se quer
guerra, muito
menos,
fria.

 

31Mai2008 - 01:47 | ( 0 ) comentários

 
.cumhomi.

qualquer desculpa,
linear, não-linear,
me faz boba,
qualquer coisa louca,
saída à francesa,
beijo na bochecha,
qualquer coisa besta.
qualquer garoa
pára a cidade,
no verde vai,
"don`t go, stop!",
no "red" continue,
"go ahead" total,
amarelo não "exeste",
qualquer coisa "car crash".
qualquer bossa nova
estupidamente americana,
faz de mim bossal,
cabelo punk, bomba de cereja,
sandálias havaianas,
nêga do cabelo duro é anormal,
qualquer coisa chapinha-jazz.
qualquer patologia,
psíquica ou física,
acesso de raiva, síndrome do pânico
ou frescura total,
me faz rouca,
de tanto gritar,
qualquer coisa jurupinga e são tomé.
qualquer dia desses,
santo dia, madalena
ou... mariana,
todo dia, santo,
ferido calendário,
de umbanda à candomblé,
pra toda crença pagãnica,
qualquer coisa muito axé.
qualquer babado sai baião,
bem achado a um real?
preço baixo não existe,
nem na rua é de graça,
de noite o sol,
de dia a lua,
qualquer coisa, sobe lá e
reclama 'cumhomi',

tem as manha?


 

29Mai2008 - 21:55 | ( 0 ) comentários

 
.solo.

não foi com a cara que dei com o muro
nem tampouco pelas costas fui atingido
muito menos surpresa... ou marasmo,
nem caso e nem acaso,
não era nada demais mesmo,
era só vontade de ficar e ser sozinho,
e simplesmente, sozinho estou.

(agora percebo que algo me falta...)

27Mai2008 - 03:13 | ( 1 ) comentários

 
.minimalismo.
se não fosse o lance
da coisa toda ser relativa
à tudo aquilo que é relevante...
deixararia então de ser
aquele que sempre
quis?
alguém...
mas de nada vale
o esforço é nulo
a saudade bate troncha
equivocar-se o bastante
pra viver outra vida toda,
abandonar-se outra vez?
se bem me fez, mal me faz
se bem te quero, bem, te quero
cego amor cego,
teima dor plena,
ganhar ou perder...
tanto faz,
essa coisa toda,
de ser mais...
não dá,
é mínimo,
não é alto, nem belo,
é gravata sem nó,
menos e miniatura,
todo só, inho inho,
simplista, único,
individual, intimista,
minimalista,
o que ela sempre quis,
era bem mais,
era bem o contrário,
era megalomania.
 
 
27Mai2008 - 03:10 | ( 0 ) comentários

 
.Sozinhos.

embora sejam milhões de pessoas,
nunca sozinhas, toda a disponibilidade é plena,
para o acaso, do caso, surja o desejo pelo o tal, envolver.
então, todas belas a buscar,
todas elas, maravilhosas, acompanhadas, desacompanhadas,
uma questão primordial, sensuais, mas antes de tudo,
mulheres... como são, todos eles, "gatos" voláteis,
dentro de uma escala com grande erro amostral permitido,
tudo pode onde não deve, tudo quer onde explode,
e não é nada demais... acompanhados ou desacompanhados,
antes de tudo, homens...
são assim os dois tipos que se envolvem,
se entendem, desentendem e querem sempre mais,
pois, se não há beleza, há o charme, pra todo apego,
o desapego, paixão sem amor, amor sem castigo,
sexo por trás...
amigos, amantes, casais,
amores, maridos, troca de casais,
sejam eles héteros ou homossexuais,
antes de tudo...
o cheiro, o medo, o desejo.
surrealista demais,
discreto demais,
escancarado,
é assim,
o amor da vida toda por uma transa express,
uma transa express por um amor da vida toda,
uma vida toda amor para toda transa express,
toda transa express sem amor para vida toda.
paralelas, concorrentes e reversas,
a vida toda, as pessoas,
atrás de uma transa qualquer,
por um amor express...
por uma vida toda,
atrás de um amor qualquer, a vir a ser,
um amor pra vida toda.
no final, amores pra vida toda, são
definitivamente e extremamente, por opção,
"express" - pois ninguém quer ser sozinho,
e se sentir por uma vida toda, sigularmente
 express.

22Mai2008 - 21:15 | ( 0 ) comentários

 
.allemande.
Sobre o chão de mármore, eles e elas desfilavam, um pra lá, dois pra cá... uma valsa desordenada e descordenada, pulsante pelo aforismo embriagado dos modismos das caixas de sapatos, dos blazers moderninhos, das garotas vestidas semi-nuas, dos rapazes 'investidos', desprecavidos de camisinhas, com o crédito pra lá de estourado. Era um charme, todo o lugar, todo o resquicio de cantina italiana, hamburgueria americana, pratos da índia e da frança, excêntricos por sí só, a culinária da cidade proibida, e lá se vão penteados despenteados, blondor e gel bozzano, do cafona ao gracioso. eram todos rapazes e moças, das velhinhas com seus cabelos multicoloridos as garotas que já vestiam seu décimo terceiro sutiã sem nem mesmo precisar. Na muvuca, uma barriga protuberante cutuca, nem precisa o dono "pedir licença", sua pança antecipa a chegada, dos mais calorentos olhares, das mais frias mãos, tudo ali era fantasia no salão da aparição. Na fila, paga mais quem mais espera, paciência é educação e ali são todos "sir" pra mais, vejam só o meu rolex, vejam só minha fubanga-banga. dos mais acanhados palhaços ao risonho extrovertido rapaz, qualquer um pode ser o que quiser, desde que não fosse... a nós nada pertence, os livros, os costumes, os desejos, é tudo dos outros... nada nos pertence, tudo se divide, esquerda e direita, oriental e ocidental, norte e sul, você e eu, não daria pra ser igual, se não diferente. ei, na batata falta sal, no céu falta lua, no retrato o vidro, na minha vida o suspiro... que ela levou sem saber, mas o que separa a gente une, a gente forja tudo ao certo, todo errado é fake e inexistente, todo o insucesso é falso ao acaso, todo o problema é culpa da ridícula inveja, do mau olhado... sai urucubaca, sai pomba-gira, sai zica, sai coisa ruim.... a gente inventa vida onde se tem vergonha, e vergonha todo mundo tem, mas de cara, ninguém fica, ninguém enfrenta... a gente enfeita, veste a fantasia... e sobre o mármore, baila no salão...
um pra lá, dois pra cá, sente a valsa, meu bem.
 
20Mai2008 - 00:18 | ( 0 ) comentários

 
.minhasmulheres.

nunca duvidei de minha inteligência,
por mais baixa-estima que tenha,
nunca disse desmereço por ser
tampouco (in)suficiente,
era mais... bem mais,
não temia então,
Brutus mentais e morais,
temia apenas seios em vigência,
grandes, estéticos, redondos,
aí sim, oprimia-me a mente,
ficava todo demente,
as palavras se resumiam
as esquinas em obras,
ô delícia, ô gostosa,
nada a mais... sem jeito,
assim me dava,
casei-me então com a feia,
sem tetas, cuja qual,
falava sobre tudo, o mundo,
Freud, Nietzsche, imperialismo,
música, moda, rotinas e pastéis.
era tão infeliz, que me sentia burro,
nem as loiras das novelas me deixavam pensar mais,
pras mulheres eu era zero,
se belas eram, eu incapaz.
bons tempos em que mulher bonita era burra
e não precisava nada mais do que uma cantada qualquer
de doutor ou de mendigo, qualquer "xingo nobre" tornava-se
elogio, bastava fazê-las se sentirem melhor,
nem com as feias, pobre das feias...
que só estão comigo por não agüentar ser só.

* sobre minha dificuldade em me relacionar.

8Mai2008 - 20:20 | ( 0 ) comentários

 
.vrslnhtrt.

Consegui fazer com que todos meus conhecidos
virassem contra mim
Todos meus amigos
ficassem entediados      
Todas as mulheres
perdessem qualquer sinal de atracão por mim
e que toda a minha libído
se transformasse em frustração...
se hoje me perguntarem se feliz estou;
direi que não, mas (que) poderia ser muito pior*

* ponto de vista.

28Abr2008 - 00:53 | ( 5 ) comentários

 
.ob53rv4-d0r.

lá vem besteira descendo escadas, lá vem Lara me falar sobre sapatos, no mesmo instante, João me cutuca, corta Lara, e diz que comprou um casaco. Mil e duzendos reais, assustei, ri junto, falei "bonito", mas de fato, não liguei... não mudou nada em minha vida, nem mais feliz fiquei, bom, se ele ficou não sei, não transpareceu... ainda era o mesmo rapaz fingido de sempre, fingindo sorrisos, fingindo uma vida legal no complexo social, baladas regadas a álcool, carro do ano, um trabalho que não pagava o casaco - mas era "bem" remunerado, uma namorada psicoticamente ciumenta, que mantinha a base de muitas brigas, datando cerca de 3 anos, que ele desestressava com algumas putas durante os dias da semana na rua augusta. Eu que sabia de tudo, achava graça e pensava comigo mesmo, se de fato estava ali sentado, naquela mesa de bar, ouvindo tantas coisas à lá novela das oito em vida real com mundanças de canal esporádicas para nat geo, discovery, people+arts e tv cultura... Porque Lara era cult, seu sapato fora comprado num desses brechós da moda, adorava teatro, mesmo tendo visto sua ultima peça quando ainda era criança, papai levou. bom, falava muito sobre música, contemplava os inferninhos da cidade, onde só iam pessoas legais, modernas e queridas, amiga de tudo e de todos, dizia que era triste, mas ela era sim feliz, apesar de nem saber direito quem era. Lara transparecia felicidade bem resolvida, mesmo quando cruzava belas meninas com cara de propaganda de bebida, ela não se sentia por baixo... com seu ar pseudo-cult, dizia, meu cérebro elas não tem, bom na falta de cérebro uma coisa de fato ela tinha, um jeito incrível de ser, uma amiga para todas as horas. Bom, tomei-me por mim de novo, num gole de absinto, que não era ingerido para ser o cara legal, e sim para esquecer as coisas que aconteciam em minha volta, não queria estar lá (aqui), não queria, não gostava... mas eu precisava tentar viver um pouco, em vez de só observar e observar.

 

 

27Abr2008 - 22:09 | ( 0 ) comentários

 
.SemSal.

- Cansado, ele disse... uma resposta universal, caberia em tudo que pudesse ser questionado no hoje, no ontem e no amanhã, entraria em cada poro do corpo da morena, sairia por cada palavra dita pela loira, cairia como chuva sobre a cabeça dos desconhecidos e desavisados, e entraria como luva nas mãos dos falsos amigos preocupados. Mas isso não interessava, não o preocupava, não era de fato a desculpa que iria solucionar o problema, o problema é a causa apenas do uso da desculpa, e não, não era de fato uma desculpa, era esta apenas a única forma sincera de manter a chama acesa estando ela apagada... pois então, para ela, ele disse não, e pra quem ele disse sim, o tempo fez virar não, por incrível que pareça. Tudo conspirava, se conspirava! Disso nada mais óbvio a não ser fazer desse mais um dia inexpressivo em sua vida, como o usual, sem ser audacioso, sem ser especial, já calejado, não esperava mais pelo final de um ou dois dias, esperava pelo "presente", mas ainda tudo é igual, cabeça pra baixo, corpo pesado, olhos estagnados e sorrisos sem sal... será que vai mudar? O mesmo não pode ser para sempre, afinal, nada é.

 

24Abr2008 - 20:53 | ( 0 ) comentários

 
.oCheiro.

tive o azar de cruzar aqueles lindos lábios vermelhos, mergulhar naquele imenso decote, e deixar minha mente fluir... não era pra mim, eu pensava - mas era pra mim, eu sabia. o que mais me agradava era a coisa toda gigantesca, ser o oposto em essência, a grandiosidade o lema, mal sabia o que ainda estava por vir. depois de toda a desorientação, a orientação e a vulga diposição causadas, não cabia mais a mim tentar ir além, eu nunca fui, por isso já era de fato o que a gente chama de "fatal desculpa", amigo demais, sem perigo aparente, tarde demais... quase uma bicha pra mulher e um perigo pro namorado. Mas foi engraçado... Hoje, já passado algum tempo, não sei mais onde me encaixo, se é em cima ou embaixo, mas é nela que eu queria... não é nada perfeitinho, combinadinho, também, não é nada disso que eu gostaria... eu rezava e pedia por paz, mas a diaba me ardia em fogo, mesmo quando tive a certeza de querer desistir... algo nela ressaltava, me amarrava, não era o jeito ou a forma de olhar, não era o rosto ou a arte de transmutar... era sim, o conjunto, o desconjunto, toda a arte de chocar, vinculada a imagem de uma garota, totalmente e incrivelmente anormal, no sentido do "fora de comum", no sentido de fazer um cara como eu pensar em me entregar, mas não vou a luta, dela também sou oposto, dela não tenho medo e nem sei se o cheiro, ela ou eu mereço.

 

22Abr2008 - 02:06 | ( 1 ) comentários

 
.amarga.

Amargo me és, como uma surpresa desencantada, uma brochura da beleza, um desacato à autoridade, um cuspe no coração. Ferro que me queima sobre a pele morena, a defesa corrupta, a justa destreza da própria desatenção. Não quero o trema como o a do artigo, o amor de um cúpido ou a (in) justaposição. Pra quê o quê da pergunta, o para para a preposição, o simbolo de interrogação? Se caio e é por terra, se mudo calo a minha mente, se cego meus ouvidos, e me enterro por desorientação. és amarga, és vida, és trágica, (in) trajetória por amarguração, és o gosto, és a vida, uma doce decepção.

16Abr2008 - 00:44 | ( 1 ) comentários

 
.O-REInício.

Não tem volta, assim começou o dia em que o passado morreu. Nasceu então o futuro incerto por uma mãe sem útero com uma dor sem fim que pariu aos berros, ecos abortado no complexo completo vazio infinito. Foi e nada é - Oh! Então eterna é a inexistência, vê se olha - Eterna por si só... vem suave e charmosa, firme e forte, vem só, leve como um vento traíra leva tudo da fé aos pensamentos para lugar nenhum, ficam só os pesadelos a instalar solidão ao redor, em circúlos, ciclos, no olho de um furacão, estado trans tornado em mutação, sem escapatória, de tão solto da razão emocional em ser racional à emoção, é além do que convém, transgride, agride e por fim, destrói - constrói inovação - "Desprenda... desprenda agora, desprenda" - Um sinal a ser compreendido, dúbio, era o desistir ou ir além? Por mais errática que seja a máxima. Já foram seis anos embora, o que custa recomeçar a vida do zero again? vambora.

Vai voltar.

16Abr2008 - 00:21 | ( 0 ) comentários

 
.CompraVidaVendeMeiaouInteira.

Saí pra comprar uma vida, me disseram que não tinha, era peça única, e cada ser já tinha a sua... me contentei, voltei para mim, olhei para os lados, e todos os outros se contentavam em dividir as suas, pra possuir mais do que uma vida; tentavam fazer com que uma fossem duas, duas fossem uma, conseguiram por fim transformar as suas em meia, separadas por nenhuma e desperdiçadas por inteira.

6Abr2008 - 12:29 | ( 1 ) comentários

<< Anteriores Todos